
Palavra do Padre
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Trinta e Nove Graus de Febre Trinta e nove graus de febre, nesta hora se tem uma necessidade incrível da presença da mãe. Esta é uma grande realidade, o ser humano existe para viver o amor e não a dor. No primeiro domingo deste agosto, mês de muitas superstições, inclusive chamado "o mês do cachorro louco" e para nós no Brasil tempo de seca, de ventos e em nossa região de grandes queimadas e enormes problemas de respiração, fiquei praticamente o dia inteirinho na cama, com a febre que chegou a 39º. O estágio febril deixa o corpo muito dolorido; no meu caso, a causa foi uma infecção na garganta, tomei injeção, remédio pra dor e febre, só bem à tardinha é que a temperatura do corpo foi abaixando e suavemente voltou o alívio, orei muito e, assim, a injeção e a oração fizeram efeito. E foi nesse domingo, tempo de febre, que senti necessidade da presença da mãe, e aí surgiram três: uma grande amiga que ligou e através do telefonema perguntou como eu estava e disse que iria rezar muito por mim; também duas pessoas da comunidade que ligaram e vieram me ver, uma levou-me na farmácia e outra carinhosamente preparou uma canja saborosa, que após a melhora, tomei. É de fato nessas horas que se faz tão importante a presença do coração de uma mãe ou uma pessoa que possa simplesmente estar junto, ou dizer que reza por nós. Lembro-me de tantas vezes quando criança gritava pelo nome da mãe quando a menor dor chegava, um corte no dedo, ou uma pequena queda. Creio cada vez mais que quando crescemos sempre gostaríamos de chamar por ela, para muitos ela não existe mais, assim providencialmente nosso Deus começa a nos dar mães e misteriosamente isto faz um bem muito grande. Primeiro Ele nos dá sua própria em quem buscamos recorrer e assim rezamos... “Rogai por nós agora nesta dor, na hora de nossa morte”. Aprendemos assim a orar e a essa mãe do céu recorrer, mas também mães estão muito perto de nós aqui na terra, uma amiga, uma vizinha, alguém de nossas comunidades, ou para os doentes que estão na frieza de uma CTI do hospital, uma enfermeira ou uma irmã religiosa e até mesmo o médico que com o coração de mãe sempre atento, nos vem carinhosamente como presente da graça de Deus. No primeiro domingo de agosto aos 39° estive um pouco mais atento a este grande detalhe da vida: mães não morrem, são misteriosamente presença, pois mãe é amor e o amor é mais forte que a morte como diz a Palavra Bíblica, e partilho com você esta vivência que me foi muito importante. Enquanto é tempo e se ela estiver bem perto de você, abrace, recorra, sinta sua presença, pois a presença amorosa de mãe é para sempre. Padre Oswaldo Gonçalves Pereira |