Palavra do Pároco


Emoções, Medo e Perdão

     O ser humano é dotado de marcas que registram todo o seu ser. Uma delas é a emoção. Quem nunca sentiu emoção? Todo mundo. De uma forma ou de outra passamos por este momento em nossa vida. Não escolhemos, porém, ela aparece, ou melhor, existe. Toda emoção é saudável e necessária ao ser humano, é preciso equilíbrio, o excesso ou a falta pode prejudicar o crescimento pessoal. Existe pessoa que faz da emoção um momento extravagante, chegando colocar a vida em perigo, por exemplo: uma torcida de futebol, etc. Outras que se fecham tanto em si, perdem a coragem de viver a liberdade interior tornando-se um depressivo. O MEDO, talvez não percebamos, mas ele é importante para o ser humano, sem ele não teríamos limites em relação a vida, faríamos tudo o que achássemos melhor, seria perigoso. Também muito medo, impede a pessoa de arriscar na vida, o medroso sempre sente-se um perdedor, é preciso saber controlar ambos.
     PERDÃO, perdoar não significa ser conivente ao erro do outro, é preciso ter misericórdia e força para discernir, amar é perdoar sem impor condições. O limite do perdão é a reciprocidade, perdoar para ser perdoado é a condição de agir por um amor profundo e sincero com o outro. Errar é algo que pode acontecer a qualquer pessoa, pois a condição humana nos fragiliza e nos deixa vulneráveis. É difícil oferecer o perdão em alguns casos, pois a dor de uma mágoa desnorteia qualquer um. É possível encontrar força para este caminho, só seguindo os passos de Jesus encontramos resposta. Perdoar é um ato humano que está ligado ao divino, o perdão anda de mãos dadas com o verdadeiro amor.

Padre José Carneiro de Oliveira Filho

 

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