
Palavra do Pároco
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Dons Deus entregou a nós dons que devem ser partilhados, multiplicados e vividos. O dom não é para mim, mas sim para o outro, o que Deus me confiou não pode ficar guardado ou isolado no meu eu. O dom que não é dividido, se torna apenas algo em mim, e tudo que serve só para mim, não é vida, se não é vida também não é comunhão, se não é comunhão acaba perdendo o seu sentido original e morre em mim. Este é o sentido dos dons, não guardados, porém, partilhados. Cada pessoa deve viver para servir o outro. Aprendendo com Jesus o sentido da entrega ao Pai por causa do Reino em defesa dos irmãos. Ele não se reservou, mas doou-se por inteiro como escravo nas mãos do patrão. O esvaziar-se de Jesus tem sentido de amor, confiança, partilha e amor total. Na terra o ser humano é apenas um pequeno campo que abriga esta semente de vida dentro dele, portanto, o terreno deve estar bem preparado senão a semente não germinará e nem conseguirá produzir bons frutos. Cada um deve se esforçar para que em seu campo haja uma boa produção, e não guardar a mesma no seu seleiro, mas fazendo outros encontrarem uma resposta de mim mesmo. Um dia o dono deste campo vai cobrar os talentos que ele entregou nas mãos de seu empregado. Onde está o talento? Não haverá mais desculpas, todos foram orientados, preparados para este trabalho. A decisão é minha, o que estou fazendo com os talentos que Deus me deu? O que espero fazer com eles? A hora chegou, a resposta é totalmente minha. Padre José Carneiro de Oliveira Filho |
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