Palavra do Pároco


O Ser Catequista

     É um dom, é um chamado, é uma vocação? Talvez os três. Não podemos esquecer, dom e vocação se completam, toda vocação é uma resposta a um chamado. O catequista precisa viver essa dimensão acima citado. O dom cada um tem com seu jeito de ser e viver: dom de falar, profetizar, etc. Como diz São Pedro: "se alguém tem o dom de falar, proceda, se alguém tem o dom do serviço, exerça-o com capacidade" 1Pd 4, 10-11. O mesmo serve para o catequista, se tem essa missão, faça-a com amor e responsabilidade. Ser chamado é corresponder a Deus que chama para ter ao seu lado a pessoa chamada. Tendo consciência da vocação assumida, fará como Maria fez: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra" Lc 1. Esta é a melhor descrição e definição da fé. Toda vocação se resume num sair de si mesmo, doando-se por inteiro no que Deus preparou para a pessoa chamada.
     O ser catequista não se restrita no ensinar a doutrina da fé cristã, mas além de tudo vivenciar a vocação assumida com liberdade fazendo uma experiência com Cristo numa resposta pessoal. O catequista deve mostrar para os catequizandos a realidade da vida baseada no Evangelho com testemunho e exemplo de vida. Não basta ser apenas catequista, é preciso viver esta vocação. Faça da catequese um momento de entrega pessoal a Deus, como se fosse um retiro espiritual, uma verdadeira vivência de amor a Deus e aos catequizandos.

     Que a atitude de ser catequista não seja marcar presença nos encontros catequéticos, pessoas assim não agradam a Deus. A catequese precisa de catequistas dedicados, responsáveis com atitude de verdadeiros cristãos. Que o projeto de Deus seja cumprido por catequista que vivam com alegria, amor e fé a missão recebida no dia do batismo. "Somente com amor você pode cativar os outros, caso contrário, somente os repele".

Padre José Carneiro de Oliveira Filho

 

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