
Palavra do Pároco
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Espelhando Beleza Em todas as religiões a beleza é sempre expressão que nasce numa celebração da vida, e a arte, a linguagem fundamental de todas as religiões, pois é a única palavra-imagem universal a todos os seres humanos. Hoje, o que chamamos de beleza está completamente distante de suas raízes. Já não se percebe a diferença entre o belo e o feio, pois o determinante é o consumo. A beleza não é um produto do ser humano, ela está acima dele, ela atrai, seduz. Isso porque abre os horizontes, ultrapassando regras, palavras e emoções, a ponto de encantar e tocar profundezas não percebidas pela razão. Para entender a importância da beleza, é necessário avaliar o sentido do sagrado. As grandes religiões se comunicam com o sagrado por meio de sinais, ritos e celebrações. A natureza é a primeira manifestação do sagrado, mas a arte, ao longo da história, tem sido um espaço privilegiado para o sagrado, que, por sua vez, a renova e mantém. Quando a arte se torna um produto de consumo, esta fadada a definhar. Os números e as palavras até podem nos manipular, mas a beleza nos leva do visível ao invisível, colocando-nos diante de uma presença. Deus é a beleza, mas a própria Igreja perdeu o sentido de beleza. Muitas vezes cobrem o altar com mil toalhas de renda, enchem a igreja de flores e abafam o principal. O altar de pedra nu revela a beleza que é Cristo, a rocha, a pedra angular do edifício de pedras vivas que somos nós. Padre José Carneiro de Oliveira Filho |
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